– Coletar em frasco limpo e seco (frasco coletor universal).
– Antes de coletar as fezes, se necessário, urinar no vaso sanitário para evitar a contaminação do material.
– Em casos de crianças o coletor pode ser utilizado.
– Evitar o uso de antiácidos, laxantes, supositório e contraste oral (utilizado em exames radiológicos) no mínimo 3 dias antes da coleta das fezes ou conforme orientação médica.
– Retirar frações de fezes em diferentes partes do bolo fecal (início, meio e fim), de modo que complete pelo menos meio frasco.
– Conservação e prazo para envio: após a coleta transportar ao laboratório o mais rápido possível. Prazo máximo de 72 horas refrigeradas.
– Clostridioides difficile é uma bactéria anaeróbia Gram-positiva formadora de esporos, principal causa de diarreia associada ao uso de antibióticos.
– As manifestações clínicas são causadas pelas toxinas A e B, produzidas apenas por cepas toxigênicas. A enzima GDH (glutamato desidrogenase) é produzida por todas as cepas e serve como marcador sensível para detectar a presença da bactéria, mas não diferencia cepas tóxicas das não tóxicas.
– O diagnóstico deve ser feito apenas em fezes diarreicas e na suspeita de colite pseudomembranosa, podendo incluir testes de toxina, pesquisa de GDH e métodos moleculares como PCR, que ajudam a confirmar a infecção.